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Este é o ponto de encontro dos ex-alunos da Escola Tenente Rêgo Barros.
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Doces lembranças...
A Escola
Entrei no Rêgo Barros em 1982, na primeira-série. Apesar de ser Paraense por nascimento, àquela época já tinha morado em Belém, Natal, Recife, Roraima e estava voltando à Belém pela segunda vez. Parafraseando Kátia "chovia no meu primeiro dia de aula" e, neste ano eu estudei no turno da tarde, pois as aulas já haviam começado quando nos mudamos.
A princípio a escola me pareceu o mundo inteiro. O bosque era de longe meu local preferido logo seguido pela biblioteca (sempre fui dada a ler, esse vício que costumo chamar de "inútil" pois perco um bom dinheiro em livrarias até hoje) e a área de trás da escola, onde havia árvores o suficiente para que pudéssemos brincar descompromissadamente.
Lembro do SOE, onde tia Fátima estava sempre pronta a atender alunos e pais e onde eu sempre ia levar-lhe algumas pitombas, fruta natal de Pernambuco que ela adorava. Gostava do Museu com aqueles camarões em viveiro, do laboratório, do teatro, do ginásio poliesportivo. Era uma escola grande à beça, com alunos demais e figuras humanas singulares.
O pátio e seus intermináveis hinos. Inda hoje me lembro dos Hinos não apenas do Brasil, mas da Bandeira, do Pará...e até mesmo o da escola Tenente Rêgo Barros! Alguém lembra desse? "Ó Rêgo Barros, jovem tenente, que nas águas do Rio Guamá submergiste, triste destino. A tua Glória vamos relembrar...."
As pessoas
Quem não se lembra de seu Juremar? Do professor Alcântara? De Olívia?
Estudei também com a professora Teonila e com uma outra que se chamava Ivete, se não me engano. Lembro-me de uma muito mal-humorada que me ensinava ciências na quarta série e que foi personagem singular de uma estória que não esqueço jamais: na prova de segunda unidade boa parte da turma conseguido notas vermelhas no boletim e na minha prova tinha um "7,1". Ao olhar a prova atenciosamente vi que a professora havia errado na pontuação e que minha nota verdadeira seria um "6,9" que, àquela época era considerada "nota vermelha". Ao me dirigir à professora e mostrando a ela o seu erro, ela olhou, recorrigiu a prova mas não recorrigiu a caderneta. Ao perguntar a ela se não iria corrigir a caderneta ela simplesmente me respondeu:
"Sua honestidade fez com que você merecesse os dois décimos a mais"...
São estas as lições de vida que não esqueço jamais naquela escola.
Das segunda a sexta séries eu estudei no turno da manhã, e algumas das pessoas com quem convivi foram Talvana (companheira inseparável), Patrícia Polhüber, Daniel Bezerra, Marcus Clay...fui convidada a ser "retirada" da escola inclusive na sexta-série pois eu e Talvana costumávamos "gazetar" aulas para surrupiar jambos na Vila da Aeronáutica, contígua à escola e onde eu morava àquela época. Não, eu não fui expulsa, mas era "chique" ter um "convite de expulsão do Regório" no currículo.
As aulas
Lembro-me de algumas matérias nas quais eu ia bem, normalmente as da área de humanas. As de exatas eu sempre reneguei. Lembro-me dos ditados loooooongos de 500 palavras da quarta série nos quais era extremamente difícil não cometer erros e a gente passava as aulas com as cabeças deitadas por sobre as folhas de caderno copiando e copiando, exaustivamente.Também fiz as mencionadas aulas de artes láricas mas, diferentemente de Kátia, não me lembro muito delas até porque de "lar" mesmo só gosto de gastronomia e isso vim aprender a apreciar beeeeeeem mais velha.
Nas aulas de artes industriais só me saí bem nas aulas de cerâmica, quando fiz uma tentativa de cinzeiro que parecia uma coruja. A minha, diferentemente das outras, tinha todas as cores possíveis e imagináveis e hoje me pego a rir imaginando o que devia passar pela minha cabeça pra inventar tantas cores assim pra pintar o mundo.
Eu detestava as aulas de desenho geométrico e, inda hoje, passados quase 20 anos, em Recife apenas as escolas ditas "chatas" obrigam os alunos a aprender desenho geométrico. O Rêgo Barros sempre foi conhecido pela disciplina e excelência de seus alunos e hoje, após uma carreira muito bem sucedida nos estudos (passei nos dois vestibulares que prestei, bastante concorridos, e me graduei como aluna laureada na minha turma na UFPE) tenho a nítida certeza de que toda a minha base acadêmica, tudo o que de mais substancial uso em minha vida adulta aprendi no Regório, principalmente a língua portuguesa, essa que é minha ferramenta de trabalho, pois sou jornalista.
Eu?
Por incrível que pareça, eu era boa aluna. Pelo menos é o que afirmam os boletins daquela época que, dia desses, encontrei lá por casa. Eu me lembrava mais das brincadeiras, do corre-corre, das aulas de educação física do Alcântara com o "meninas prum lado e meninos pro outro" enquanto ele improvisava um "pega-ladrão" diferente.
Também tive a minha fase "atlética" na escola e cheguei a ganhar algumas medalhas em atletismo e nos jogos de salão. O campeonato de futebol na quinta-série entretanto foi uma tristeza em particular. Não pude fazer exercícios físicos naquele ano por ordens médicas e me lembro de Talvana na quadra quando um dos tênis dela rasgou. Limitei-me a tirar meus próprios tênis e jogar por cima da grade para que ela pudesse terminar a partida calçada com os meus sapatos.
Mais crescidinha que estou vejo que é justamente aquilo que me incomodava (aquela disciplina toda) que faz com que meu comportamento no trabalho seja adequado, que eu saiba ouvir e respeitar a opinião dos colegas e principalmente foi lá que aprendi a ouvir pessoas mais experientes. Foi lá onde aprendi a essência do companheirismo, do respeito mútuo, a minha forma de me comportar perante as pessoas e, principalmente a forma como eu gostaria de me fazer expressar para o mundo que me cerca. É o que devo àquela escola.
Das traquinagens de meninos e meninas
Como eu disse, eu era chegada a gazetar aulas. Sempre fui, jamais neguei e isso também jamais interferiu no meu desempenho. Para agravar a situação, eu morava na vila contígua à escola, como mencionei, onde também moravam diversos alunos que eram meu amigos e a saída da escola (quando não havia aulas à tarde, o que era bem difícil) era uma antecipação das farras de infância. Brincávamos de barra-bandeira, pega ladrão, pira-esconde, queimada (cemitério), elástico e outras coisas mais (estou esquecida das gírias, portanto se eu tiver errado algum nome, perdoem o esquecimento).Também tive as minhas paixonites. Umas deram resultado, outras nem tanto assim. Lembro-me com muito carinho de Alessandro, com quem estudei na sexta série que era um moreno de belos olhos profundos e um excelente menino.
Lembro-me que várias meninas da minha sala era caidinhas por Landri e achava isso engraçadíssimo pois achava ele muito "clean" demais.
Bom, é isso. Mais e mais lembranças me viriam caso minha memória fosse melhor. Deixei a escola em 1987 e só voltei a Belém a férias dois anos mais tarde, mas só reencontrei o Marcos e a Talvana e mesmo assim muito rapidamente.
Talvana, minha querida amiga, eu a perdi de vista em 1997 quando, após formada, mudei pra Brasília para, só em 1999, voltar à Recife, cidade que amo do fundo do meu coração e onde atuo como chefe de publicidade institucional de uma empresa do Governo Estadual onde também desempenho papel de assessora de imprensa e gerente de contratos de publicidade.
Quando posso e tenho como, gosto de me "refugiar em Paris",
cidade que amo de paixão e na qual estive em retiro por três "agostos".
Em Recife, cuja vida cultural é muito diversificada, freqüento os circuitos musicais e artísticos e toco alfaia aos finais de semana. Alfaia é um tambor específico para quem toca Maracatu, o mesmo instrumento dos integrantes da Nação Zumbi, de Chico Science (maiores informações sobre alfaia e maracatu em www.corpospercussivos.hpg.ig.com.br) e para aqueles
que ainda não conhecem, eu recomendo o carnaval de Recife e Olinda onde, mesmo morando em outro Estado, sempre dou um jeitinho de aparecer (inda mais agora, tocando alfaia subindo e descendo ladeiras tocando pra divertir a multidão...é muuuito bom).
Ainda como jambos (não mais roubados, evidente), ainda leio muito, ainda gosto muito de rua, ainda tenho saudades da "Escola de 1º e 2º Graus Tenente Rêgo Barros".
Iara Lima
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Nas festas juninas Regorianas nunca podia faltar! Era a tradição mandar recadinhos de amor para a sua paixão (secreta). Obviamente que isto não poderia faltar aqui (ou até mesmo na nossa festa)!!!
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